terça-feira, 13 de junho de 2017

CORDEL NA ESCOLA

O que é Cordel


O Cordel é muito popular na região nordeste do brasil. São folhetos trazendo poemas populares, que são vendidos ao ar livre, e que tradicionalmente eram expostos pendurados em cordas ou cordéis,  de onde originou-se o nome, assim como também o termo literatura de cordel.
Entretanto, apesar do nome e da sua origem, hoje podemos encontrar esse folhetos a venda sem estarem necessariamente expostos em cordas ou barbantes.
O cordel é escrito geralmente em forma de rima, registrando feitos e histórias oriundas das populares tradições orais; e quando em edições ilustradas tradicionalmente é utilizada a técnica da xilogravura, uma das características mais marcantes do cordel.
Os cordéis são em geral algumas poucas folhas dobradas, e colocadas uma dentro da outra formando um “livrinho” ou uma “revistinha”, muitas vezes com papeis de pouca qualidade. As obras, escritas em prosa ou em verso (mas tradicionalmente em verso) apresentam geralmente autos e farsas, pequenas histórias, contos sobre temas fantásticos, histórias educativas, obras de cunho histórico, com mensagens morais e etc.  
Os versos do cordel são recitados pelos autores, também conhecidos como cordelistas, com uma musicalidade e um ritmo característicos da cultura nordestina, muitas vezes acompanhados pela viola em apresentações que visam conquistar clientes, que são um show a parte e um elemento importante da cultura que envolve o cordel.
A literatura de cordel apesar de ser uma tradição eminentemente nordestina, com destaque para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, também pode hoje ser encontrada em outros lugares do país, especialmente na região sudeste que recebe grandes contingentes de migrantes nordestinos.
A literatura de cordel contribui para manter a cultura, o folclore e a tradição regional do nordeste brasileiro, divulgando a arte e os valores do povo e dos autores locais. Além disso, por possibilitar a leitura em sessões publicas e por ter uma tiragem bastante elevada de exemplares circulando, o cordel, contribui para a consolidação do gosto pela leitura e para a erradicação do analfabetismo.
Entre os muitos autores importantes e populares na história da literatura de cordel brasileira podemos citar alguns como, Apolônio Alves dos Santos, Celestino Alves, Leandro Gomes de Barros, Arievaldo Viana Lima, Cego Aderaldo, Elias A. de Carvalho, João Firmino Cabral, Gonçalo Ferreira da Silva, José Costa Leite, José Olívio Paranhos Lima, Zé Limeira, Lourival Batista, Manuel d'Almeida Filho, Antônio Francisco Teixeira de Melo, Maria Julita Nunes, Patativa do Assaré, Rouxinol do Rinaré, Manuel Camilo dos Santos, Zé da Luz, Expedito Sebastião da Silva e etc.


O que é Xilogravura:
Xilogravura significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige um maior trabalho ao artesão.
Existem dois tipos de xilogravura: a xilogravura de fio e a xilografia de topo que se distinguem através da forma como se corta a árvore. Na xilogravura de fio (também conhecida como madeira à veia ou madeira deitada) a árvore é cortada no sentido do crescimento, longitudinal; na xilografia de topo (ou madeira em pé) a árvore é cortada no sentido transversal ao tronco.
A xilogravura é muito popular na região Nordeste do Brasil, onde estão os mais populares xilogravadores (ou xilógrafos) brasileiros. A xilogravura era frequentemente utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel. Alguns cordelistas eram também xilogravadores, como por exemplo, o pernambucano J. Borges (José Francisco Borges).
A xilogravura também tem sido gravada em peças de azulejo, reproduzindo desenhos de menor dimensão. Esta é uma das técnicas que o artesão pernambucano Severino Borges, tem utilizado em seus trabalhos.



ttps://www.significados.com.br/cordel





Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José


 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José


 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José



 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José



 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José


 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José


Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José
 
 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José



Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal São José


  Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves


Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves



 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves


 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves

 Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves



Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves


Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves



Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves



Oficina de Cordel na Escola  
Escola Municipal Georgina Alves


Apresentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Escola Municipal Georgina com  Professor Edson Barreto, Professor João de Sousa, Professora Gilvanira
 Apresentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Gestores Elânia e Lêda 
Alunos segundo Lugar Escola Municipal Georgina


 Apresentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Professor João de Sousa, Professora Gilvanira
Alunos Escola Municipal Rivadalva Fundamental 1, terceiro lugar
Apresentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Participação ESPECIAL alunos da professora Ana Martins 

A


Apresentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Diretor da casa de cultura Renato, Professores e escritores Roberto Ricardo e João de Sousa 
alunos e professora Marlene Escola Municipal Rivadalva

 presentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso 
Professor e escritor Edson Barreto, Gestora Maria de Fátima, professoras Leda e Daniela - Escola Casa da Criança 3 - Primeiro lugar

presentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso
Casa da Criança 3 - Primeiro lugar
  

presentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso   
Escola Municipal Georgina Alves

presentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso 
Escola Municipal Georgina Alves
presentação CORDEL NA ESCOLA na Casa da Cultura
 Rede Municipal de Ensino de Paulo Afonso 
Mesa composta por Escritores Edson Barreto, João de Sousa, Roberto Ricardo,  Diretor Departamento de Cultura Renato e Professora Gilvanira Gomes.


CORDEL NA ESCOLA JUNHO 2017

A paixão de ser vaqueiro

 No sertão eu nasci e fui criado,
desde muito pequeno que sou vaqueiro afamado,
corro dentro da rama, sempre levei minha fama
por ser um herói do gado..

Meu pai por ser bom vaqueiro sempre me deu muito valor,
Mas disse meu filho estude pra ser um bom doutor,
dê orgulho pro seu pai que é vaqueiro sofredor.

Eu respondi pra ele, meu pai eu vou estudar,
mas minha profissão de vaqueiro eu nunca vou deixar,
vaquejada corre na veia,
eu vou ser sua pareia
e nossa cultura representar.

Dê valor a sua cultura, sinta orgulho de ser do nordeste,
vaqueiro é bicho de coragem e peão cabra da peste..
Vaquejada é meu esporte, mulher é minha paixão, 
quando vejo a morena dar uma dor no coração,
tenho orgulho de ser vaqueiro e ser herói do sertão..

  
Escola Municipal Padre Lourenço Tori
Aluno: Adriano Torres de Souza -  7º Ano
Monitora: Ariane Caraíba Medeiros
Diretor: Rogério Silva Balbino

A sina de um vaqueiro apaixonado


Eu vou falar de uma paixão,
Que dessa eu nunca vejo,
Falando em um amigo
Que entrou em desespero
Começou chorar em casa
Por causa de uma ingrata,
Que mora dentro do seu peito
Sua dor só aumentava
Porque via todo dia
Estuda na mesma escola
Juntinhos ali eles iam
Mais tinham em sua mente
que ela não te queria
Eu vendo aquela sena
Fiquei emocionado
Relembrei os velhos tempos,
Naquele triste passado
A pior coisa do mundo
É um homem apaixonado
Eu falei assim pra ele
Você tem toda razão
Uma beleza daquela
Derruba até avião
Com seu cabelo cacheado
Deixa o homem apaixonado
Sem nenhuma razão




Escola Municipal Padre Lourenço Tori
Aluno: Isaac Gomes de Araújo - 8º Ano
Monitora: Ariane Caraíba Medeiros
Diretor: Rogério Silva Balbino




De volta ao sertão

Fui visitar meu sertão
Onde nasci e me criei
Diferente eu achei
        E logo, logo pensei 

Que o tempo muda tudo
E que tudo estava mudado
De saudade enchi os olhos
De um passado deixado

Fiquei impressionado com tanta transformação
A modernização trouxe até a televisão
Para aquele sertão
Que um dia não tinha quase civilização


Autora/Aluna: Gabriela – 5º Ano

Escola Municipal São José - Boa Esperança




Moça Bonita

Nasci no sertão
E lá me criei
Vi uma menina
E me apaixonei

Ela era tão linda
Como a flor do jardim
Tinha um brilho no olhar
E um cheiro de alecrim

Seus cabelos dourados
Feito um sol encantador
Com seus beijos ardentes
Fiquei logo apaixonado



Autor/Aluno: Igor Freire – 5º Ano
Escola Municipal São José - Boa Esperança


Forró do Gonzagão

Um dia fui numa festa
Ela era de São João
Escutei que Gonzaga
       Era o rei do baião

O Gonzaga anima a festa
E o povo começa a dançar
Gonzaga cantando pro povo
        E o povo a gritar

Agora não perca a noção
No mês do São João
Com esses forró ostentação
Que passa na televisão



Forró bom de verdade
É o do rei do baião
Pois só nele tem a felicidade
Do verdadeiro São João


       Autor/Aluno: José Pereira –  5º Ano
       Escola Municipal São José - Boa Esperança


Meu Lugar


Minha casa não é mansão
Mas nela existe união
Pois somos todos filhos
        De uma grande paixão

O quintal é uma dimensão
Tem laranja, jaca e jamelão
Para todos desfrutar
Pois fome ninguém passa não


Pego a lenha do fogão
Pra cozinhar arroz e feijão
Para o almoço aprontar
E a mãe não fazer confusão


Esse lugar fica no antigo lixão
Hoje em dia virou ilusão
Pois o passado ficou lá
E agora é pura ostentação.
                                                         Autora/Aluna: Adriana Nascimento - 5º Ano
Escola Municipal São José - Boa Esperança


Violência contra mulher

Muitas mulheres sofrem todos os dias
Pois os maridos as lhe judiam
Com tapas e pontas pés
Ano, meses e dias


A bebida é uma das desculpas
Para o seu agressor falar
E ela apavorada
Passar por essa dor sem pensar

Coragem é o que lhe falta
Para um basta dar
Mas hoje em dia apoio não lhe falta
É só procurar as autoridades para lhe salvar


Para um basta dar
Mas hoje em dia apoio não lhe falta
É só procurar as autoridades para lhe salvar


Para um basta dar
Mas hoje em dia apoio não lhe falta
É só procurar as autoridades para lhe salvar

Autora/Aluna: Raissa Salustiano - 5º Ano
Escola Municipal São José - Boa Esperança




                             ESCOLA MUNICIPAL GUIOMAR PEREIRA
        
Aluna : Kaylane Silva de Andrade           Turma: 7º A
Professora: Jailma Andrade de Souza

VIVA AO SÃO JOÃO
 Minha avó faz a canjica
Minha tia o munguzá
Meu pai vai comprar fogos
O arrasta pé vai começar
Meu avó acende a fogueira
E o milho vai assar
Hoje é dia de São João
O forró vai começar.

Bandeirolas em toda parte
A fogueira á iluminar
É festa de São João
A alegria está no ar
A quadrilha já ta pronta
Cada um com o seu par
Sanfoneiro puxa o foli
Que o povo já quer dançar.

Viva...viva minha gente
Viva a festa junina
Cultura nordestina
Tradição do meu sertão
Viva ao povo brasileiro
E o santo São João.
Vivaaa!!


                             ESCOLA MUNICIPAL GUIOMAR PEREIRA
         
Aluna : Kaylane Silva de Andrade           Turma: 7º A
Professora: Jailma Andrade de Souza
FESTA JUNINA

Vamos festejar o São João
Para brincarmos de montão
Comer milho e canjica
Nesta noite tão bonita.

Soltar fogos de artifício
Perto do fogo é um perigo
Mas se jogar trac no chão
Não precisa usar fogo não.

Pular fogueira é tradição
E a viola entoa a canção
Cachaça pura e quentão
É a bebida do povão.

Na barraca da Paloma
Sempre encontra muita pamonha
Doce e salgada a pedido da criançada
Deixa Paloma toda atrapalhada.
A quadrilha tem de tudo
Até casamento de matuto
E Joaquina toda arrumada
Beija o noivo toda empolgada.

O forró do Luiz Gonzaga
Deixa a festa animada
Cada um pega o seu par
 E vai pra roda arrebentar.


Escola Municipal Rivadalva de Carvalho
Diretora: Aderlange Antunes Quirino
Professora: Marlene Pereira de Sá
Série/Turma: 4º Ano “D”
Alunos: Fernanda Hellen Ferreira Oliveira
              Gabriel Lisboa da Silva Lima


RIQUEZA DO NORDESTE

                                                       Paulo Afonso é uma ilha                                                     
 O prefeito e o secretario
                                                      Tem uma história a contar                                                    
      E todos que faz a educação
                                                       Não fala só de água e energia                                               
Pois tem cultura explorar.

        O nosso aperto de mão    
     Prometo volta em breve
   Com a próxima edição
     O próximo capítulo fala
                Da mudança de Paulo Afonso
 E de mais educação
                                                                                             
                                     Uma cidade famosa e conhecida                                           
                                    Pelo os esportes radicais                                                      
                                   Que vem a realizar                                                                
                   Pra muitos é uma aventura como prefere chamar
          A ponte do Velho Chico é a base para pular.


      Quem visita Paulo Afonso
Jamais pode esquecer
O espetáculo da natura
Que a gente ver crescer
                               Cachoeira e hidrelétrica é gostoso de se ver.

                                        O Rio São Francisco um grande transborda dor
          Abastecendo outros estados
Levando água ao povo
Por sua vez não faltou
             Porque Paulo Afonso copeirou


                                   A caatinga é a fauna de um herói sofredor
    Tem violeiro e repentista
Que a fauna da valor
                  Foi nessa terra que lampião viveu
  E sua fama aqui deixou


   O homem é um animal
  Por nome de racional
Desde a sua criação
                                           Conquista a sua evolução.                                  
      Nãoo agindo com a razão
        Termina fazendo destruição
Desmata, polui, acaba
                 Com o verde e o lazer do sertão.

                                               Estamos preocupados com o que pode acontecer
     A natureza é importante
    Para a população viver
Melhorar o ambiente
   É uma importante lição
  O planeta pede socorro
         Precisando de mais atenção
       Juntos fazendo a diferença
                        Cuidando com mais amor no coração.

]

Escola Casa da Criança 3
Aqueça seu coração com à festa de São João
 Autora: Amanda de Souza – 9º “A”

Meu amigo peço licença
Pra uma coisa contar;
Sobre o São João do Nordeste,
A festa mais popular!

Essa festa é arretada,
E não tem hora para acabar
Com as crianças brincando
Você vai se encantar!

A festa na fogueira
Vai até o sol raiar
A gente dança, a gente pula
A gente brinca sem parar

E no outro dia se prepare
Pois o almoço é de lascar
É cada comida gostosa
Que não dá pra aguentar

Daqui a pouco a noite chega
E a fogueira a gente vai pular
Só vou lhe dar uma dica
Cuidado para não se queimar

E pra ficar melhor ainda
E o forro começar
É cada morena bonita
Que a caba chega a endoidar

Cuidado quem é casado
Pra mulher não te pegar
Pois o diabo tá solto
E mué não vai fartá!

Pioneiro no forró
Também era lampião
Gostava de moça bonita
E flechava coração...

Então meu povo acredite
Vale a pena confirmar
Que o São João do Nordeste
É a melhor festa que há.

Vou pedir pra Santo Antônio
E São Pedro me ajudar
Pra o tempo correr solto
E o ano que vem logo chegar!


ESCOLA CASA DA CRIANÇA 3

Navegar é preciso para com o bullying acabar”
Autora: Flaviana Vitória de Oliveira Araújo – 8º “A”

Bom dia meu povo amigo
Estou aqui pra falar
De um problema perigoso
Que a todos pode afetar
Vamos trabalhar juntos
Para com o bullying acabar.

Vou falar pra vocês
E também vou explicar
Sobre um tema muito sério
Que a todos pode afetar
É um tema delicado
O tal do bullying escolar

O bullying é um mal
Para dota sociedade,
Que não existe somente
Na escola, ou faculdade
Pode afetar qualquer um
Não importa a idade.



Quem o pratica é covarde!
Pois nunca age sozinho
Mexe com gente indefesa
O coitadinho na certa
Não recebeu dos pais
O amor e o carinho

Para eliminar o bullying
É preciso um novo olhar
Entender que cada ser
Navega no mesmo mar
Que cada um é irmão
E na mesma embarcação
Aprendemos a navegar.


Escola Municipal São Vicente de Paulo
São João da São Vicente
 ( Daniel Barbosa da Silva Melo - 9º ano – Professora Josenilda Lopes dos Santos )
De um evento cultural
Eu agora vou falar
É uma grande tradição
Na comunidade escolar
O São João na minha escola
Vem a todos alegrar

Essa festa tão querida
Cheia de encantos mil
Não sei quem inventou
Quando chegou ao Brasil
Só sei que a todos encantou
Do adulto ao infantil

Neste ano corrente
Que traz como tema o Sertão
Não podia ser melhor
Para animar o festão
Muitas atrações e comidas
No arrasta-pé do Sertão

Tem milho, canjica e mungunzá
Comidas típicas dessa gente
No arrasta-pé  do Sertão
O povo participa contente
Quem quiser venha comprovar
No arraiá da São Vicente

As atrações são variadas
Envolvendo a população
Tem barracas, jogos, brincadeiras
É grande a animação
Viva ao nosso São João
Essa bela tradição

As danças... que maravilha
Encantam a comunidade
Funcionários, professores e alunos
É grande a felicidade
A família também participa
Dessa imensa festividade

Arrasta-pé do Sertão
Viva o São João da São Vicente
Não deixem de apreciar
Todo ano com a gente
Venha participar conosco
E ficarão bem contente

Ao chegar você vai ver
As belezas do lugar
Além de lindas pessoas
Muitas coisas para contemplar
Uma bela ornamentação
Que foi feita para ilustrar

Aqui  não é só tarefa
Para escrever e estudar
São várias as atrações
Para a gente se alegrar
Aprendendo, brincando, se divertindo
A gente vai se formar

Que escola maravilhosa
Aqui dá gosto de estudar
Um por todos, todos por um
Para a vida melhorar
Agradeço a Deus por pertencer
A esta comunidade escolar

  
Escola Municipal São Vicente de Paulo

Festejos Juninos

( Ester Bezerra Miguel e Raissa Vitória Pereira – 7º ano – Professora Izabel Freire )

Mês de junho é de festa
Comecem a se alegrar
Para o povo sertanejo
Venham comprovar

Muita quadrilha e dançaria
Vem pra cá que é São João
Muito conto e poesia
Com amor no coração

A quadrilha tá dançando
Cada um com seu par
O tocador puxa o fole
Cheguem todos apreciar

Tem xote, forró e xaxado
Ritmo pra quem quiser
O povo todo animado
Agarradinho no arrasta-pé

Tem comidas e bebidas
Para toda multidão
Pamonha, milho e canjicas
E o famoso quentão

É muito popular
Em junho esses festejos
Gente de todo o Brasil
Se junta aos sertanejos

As festas de São João
São muito tradicionais
Para o povo do sertão
Elas encantam muito mais

Quero ver todos dançarem
Com muita alegria
E quando a sanfona tocar
O sinal da festa é simpatia


  

Cuidar hoje para garantir o futuro

( Ana Luisa Saraiva Teixeira – 5º ano – Professora Gizelda Maria da Silva )

Oi ! minha gente
Preste muito atenção
O projeto “meio ambiente”
É uma grande satisfação
Pra sermos conscientes
Este é o papel do cidadão

Quando Deus criou o mundo
Tudo nele ele pensou
Em seis dias fez sua obra
E no sétimo ele descansou
Não deixou nada faltar
Ao mundo que o povo herdou


E tudo ficou perfeito
Mas aí vem a ambição
Pessoas sem consciência
E sem Deus no coração
Vem acabando com tudo
Sem pensar no seu irmão

Estamos aqui reunidos
É caso pra refletir
Vamos viver nessa terra
Sem a natureza agredir
Dela tire só o necessário
Aquilo que vai lhe servir



ESCOLA GEORGINA ALVES DA SILVA
PROFESSORA: KATIANE TEIXEIRA  - 8º ANO
cordel na Escola


CORRUPÇÃO



NESSA POLÍTICA SÓ TEM LADRÃO
A PRÁTICA DO ROUBO, MAL E CORRUPÇÃO
CHEGOU A HORA DE PÔR UM PONTO FINAL
E JOGAR TODOS NA PRISÃO.

NESSES POLÍTICOS EU NÃO APOSTO,
POIS ELES QUEREM É COMPRAR VOTOS.
NA POLÍTICA ATUAL NÃO HÁ COM SAIR,
TODOS ROUBAM E ENGANAM
MAS TEMOS QUE RESISTIR.

COMO É QUE ELES VÃO SAIR?
SE TODO MUNDO APOIA E DIZEM QUE SIM.
NÓS TEMOS QUE LUTAR PELO NOSSO FUTURO,
POIS CADA UM TEM O SEU RUMO.

APENAS O SEU VOTO
É QUE PODE MUDAR TUDO,
MAS SE NINGUÉM COOPERAR
SERÁ O FIM DO MUNDO.

A CRISE NO BRASIL
SÓ ESTÁ AUMENTANDO,
TANTO DESEMPREGO
E TANTA GENTE CHORANDO.

ENQUANTO NOSSO PRATO ESTÁ VAZIO,
O BOLSO DELE ESTÁ É LOTANDO.

MAS EU JÁ FALEI
BASTA QUERER ESCUTAR,
APENAS O SEU VOTO
VAI PODER MUDAR.

A PRESIDENTA JÁ FOI ELIMINADA
PORQUE HÁ 4 ANOS, ELA FEZ MUITAS ROUBADAS,
MAS  O PODER CHEGOU AO FIM
PARA ISSO TODO MUNDO, PRECISOU DIZER SIM.

QUANDO CHEGOU SEU SUCESSOR
PARA NOS VER CAIR,
COLOCOU LEIS ABSURDAS
E DISSE QUE VAI SER ASSIM.

E A GENTE PENSANDO QUE TUDO IA MUDAR,
FOI TUDO EM VÃO E FEZ FOI PIORAR.

NOSSO PRESIDENTE NÃO TEM CORAÇÃO,
CADA DIA QUE PASSA O BRASIL SE TORNA UMA PRISÃO.
É POBREZA PRA TODO LADO.
E O QUE SOBRA PARA NÓS?
SOMENTE ÁGUA E PÃO.

ENTÃO ACORDA POVO E VAMOS LUTAR,
POR UM BRASIL MELHOR ASSIM PODER MUDAR.


TEREMOS NOVAS LEIS
E UM NOVO PRESIDENTE,
TEREMOS NOVAS VIDAS
E SEREMOS MAIS CONTENTES.

EU JÁ FALEI E NÃO VOU REPETIR,
VAMOS LUTAR E RESISTIR
POR UM BRASIL MELHOR VAMOS CONSEGUIR.

PRA QUEM GOSTOU MEU MUITO OBRIGADO,
PARA OS QUE NÃO, FIQUEM TRANQUILO,
POIS ISSO NÃO É ERRADO
ERRADO É NÃO GOSTAR E AINDA POR CIMA
ME CHAMAR DE ABESTADO

SE O QUE FALEI TE DEIXOU ENCABULADO ME DESCULPA,
MAS É ASSIM QUE EU TENTO SER ENGRAÇADO
ALIÁS EU VIM DE LONGE E NÃO FOI PRA FICAR CALADO,
FALANDO POR MUITOS BRASILEIROS QUE TEM MEDO E FICAM CALADO.

DA ESCOLA GEORGINA
FICA AQUI MINHA GRATIDÃO
LITERATURA DE CORDEL
QUE É DESDE OS TEMPOS DE LAMPIÃO. 



AUTORES: LUCAS MATEUS DA SILVA E MARIA CLARA OLIVEIRA DOS SANTOS









POEMAS PROFESSOR EDSON JOSÉ BARRETO DOS ANJOS


ESCRITOR, POETA, HISTORIADOR PROFESSOR EDSON JOSÉ BARRETO DOS ANJOS

PAULO AFONSO INTERTEXTUAL
(Edson Barreto)
A cidade de Paulo Afonso é fogo que arde sem se ver
É um contentamento sempre contente
É um passeio pela última Flor da Lácio, inculta, bela e regional.
Na minha vida, Paulo Afonso estava no meio do caminho
No meio do destino tinha Paulo Afonso.
Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos
Seria como a cachoeira no grotão a soluçar.
Paulo Afonso lembra uma mulher nova, bonita e carinhosa
Que faz a saudade doer sem sentir dor.
Pelas veredas do cangaço, Maria Bonita, mulher macho, sim, senhor
Fez Lampião se render, rendá, olê, mulé rendêra.
Rastejando pelo solo do Raso da Catarina, as vidas secas impressionam
Léguas tiranas bordadas pela mulher simples da Várzea, do Juá.
Senhor Deus de Castro Alves, dizei-me vós, Senhor Deus
Se esse canyon gigantesco é mentira, verdade ou miragem
Comprimindo as águas do Velho Chico em carrancas
Que fazem os guerreiros enfrentarem a batalha
Com armas da paz empunhadas noite e dia
Para clarear o Nordeste com a energia da CHESF.
O pauloafonsino é, antes de tudo, um forte, sertanejo bravo
É um D. Mário Zanetta peregrinando e pregando a fé
Ave Maria! Rogai por nós, Pai Nosso, que estás no céu.
Padre Lorenzo Tori nos lembra a Tapera de Paulo Afonso
De um sonho intenso, um raio vívido de uma infância fugaz, noite se faz.
Assim que o dia amanheceu lá no alto da Serra do Umbuzeiro
Dava pra ver o tempo florir na copa amarelada das Craibeiras
Dava pra ver que os filhos teus não fogem à luta, cassacos tenazes
De uma Paulo Afonso de sonho que já se concretizou. Amém.
Atividades Pedagógicas:

1- Pesquisar, com ajuda do professor, o que é intertextualidade e apontar alguns casos presentes no poema.
2- O texto nos apresenta o nome de algumas pessoas que fazem parte da história de Paulo Afonso, a exemplo de D. Mário Zanetta, Padre Lourenço Tori, Maria Bonita, Castro Alves. Citar o nome de outras pessoas (pelo menos cinco) e relatar a sua contribuição histórica para o município.

CACHOEIRA DE PAULO AFONSO
(Edson Barreto)
Num bramido ensurdecedor
As águas saltam estonteantes
Desafiando a natureza que
Esconde mistérios delirantes
Formam-se véus n'amplidão
Despertando sonhos alucinantes.
Qual fera que fora enjaulada
Num instinto busca a liberdade
As águas desbravam caminhos
Arrebentando-os sem piedade
Saltam num precipício: a cachoeira
Deixando rastros de vaidade.
O Velho Chico se agiganta
Adentrando destino errante
E rasga-se do seu ventre
Numa dor única e cortante
A Cachoeira de Paulo Afonso
Em parto divino e extasiante.
Num toque sutil de inteligência
Neste cenário de contradição
Trava-se um duelo voraz
O homem, a água, a razão
A cachoeira, momentaneamente, silencia
Pra ceder energia à nação.
Neste combate hercúleo em que
O homem desafia a natureza
Buscando a vitória da tecnologia
Brame o rio com destreza
Não há vencido nem vencedor, mas
A vitória de um futuro de certeza.
Eclodindo um canto novo
De um passado de sono profundo
A história tem passo ritmado
Numa dança de sonho fecundo:
Cachoeira de Paulo Afonso
Oitava maravilha do mundo!
Atividades Pedagógicas:

1- Por que, segundo o autor, a Cachoeira de Paulo Afonso é a oitava maravilha do mundo? Quais são as sete maravilhas mundiais?
2- “A cachoeira, momentaneamente, silencia/ Pra ceder energia à nação”, esses versos falam das quedas d’águas que não são mais vistas formando o espetáculo natural que é a Cachoeira de Paulo Afonso; hoje, silenciosa, a cachoeira foi reduzida a uma pequena cascata nos imensos paredões de pedras, resultado da ação humana para a produção de energia elétrica. Pesquisar fotos da cachoeira (com e sem as gigantescas quedas d’água) e fazer um comentário sobre essas situações.


VIVA A POESIA VIVA DE PAULO AFONSO
(Edson Barreto)
Paulo Afonso
Cidade menina
Saudade nordestina
Pérola pequenina
Que, gigante, fascina.
Paulo Afonso
Do São Francisco cristalino
Do coração de menino
Destino pequenino
Que nunca é desatino.
Paulo Afonso
Da cachoeira rouca
Da sensação louca
Da insensatez pouca
Do coração que espouca.
Paulo Afonso
Redenção do Nordeste
Temperamento agreste
Sol valente que se veste
Amor infindo que se investe.
Paulo Afonso
Centenária Tapera
Amor que se esmera
Encanto que espera
O coração que acelera.
Paulo Afonso
Que é pura energia
Que pulsa a Bahia
Que é só confraria
Que nunca contraria.
Paulo Afonso
De sol, rio e beleza
Respirar ar e natureza
Canyon, pesca, realeza
Pedra, cascata, força, fortaleza.
Paulo Afonso
Do raso, profunda literatura
Raça que se mistura
Paulo Afonso, poesia pura
Paulo Afonso, amor sem cura
Paulo Afonso, amor, loucura.
Atividades Pedagógicas:


1- Paulo Afonso é uma cidade que tem um vasto campo de literatura, pois, são vários escritores que têm trabalhos publicados. Pesquisar, em equipe, sobre alguns desses escritores: fazer uma pequena biografia e escrever trechos de textos em cartazes (que poderão ser recitados no dia da apresentação dos trabalhos).
2- A quarta estrofe do poema utiliza o título de Redenção do Nordeste para ressaltar a importância do município de Paulo Afonso no cenário regional e nacional. Qual seria essa importância no processo econômico nordestino e brasileiro?

DAS SAUDADES DE PAULO AFONSO
(Edson Barreto)
Saudade não se descreve, apenas se sente.
Paulo Afonso não se descreve, apenas se sente.
Mulungu, Tapera, Libanesa, Cetenco, Chafariz.
Um enorme muro de pedras cortava a cidade ao meio
Enorme cicatriz que dividia seres humanos.
O Abrigo se foi, o Roda Viva fechou
Adega da Rainha não existe mais
Bem como a minha infância distante.
Ninguém canta mais no Coliseu Show.
Dom Mário e Padre Lourenço se despediram
Para sempre e deixaram suas obras e sermões
Eternos na melodia chorosa dos sinos.
O Rio São Francisco não passava por baixo
Desta ponte, cavaram, cavaram e
Ele mudou o seu destino, serpenteando a
Cidade para formar uma ilha.
A Casa Pesqueira, A Cachoeira dos Tecidos
A Cadeia de Pedras, Cine Palace,
Todos se foram, naufragaram nas águas
Do passado que emergem nossas saudades
Que são sentidas e sentidas são vivas.
A voz de Gilberto Leal, as fotos de Zé Miron,
Os discursos de Abel, a retórica de Adauto Pereira
Os anúncios da Mira Mar, a Rádio Poty
O IMEAPS e o CIEPA na Baixa Funda
A entrada da cidade, próxima ao quartel
Não os vejo, não os ouço. Tudo sumiu? Tudo calou?
A sirene da CHESF emudeceu, os cassacos
Procuraram outros nichos, outras construções, e
As mulheres que entregavam leite com uma
Vasta saia sobre a calça comprida
E um lenço amarrado na cabeça, que fazem hoje?
Perderam seus fregueses? E o pão que era vendido
Nas bicicletas de três rodas que tinham uma enorme
Caixa de madeiras na frente, pela Rua da Frente
Por onde pedalam os sorridentes pãozeiros?
Em que ferro velho foi parar o Papa-filas que
Levava estudantes para as escolas?
Minha Paulo Afonso do passado hoje
É um quadro na minha memória,
E como dói olhar para esse quadro na
Parede da imaginação real da saudade
Que responde pelo nome de Paulo Afonso.

Atividades Pedagógicas:
1- Fazer um painel fotográfico da cidade de Paulo Afonso ontem e hoje. Os painéis deverão conter frases explicativas sobre as fotos.
2- O texto “Das Saudades de Paulo Afonso” apresenta nomes antigos de bairros da cidade que hoje recebem outra denominação, cita-los e dizer os nomes atuais.

MARIA DE PAULO AFONSO
(Edson Barreto)
Maria da Tapera de Paulo Afonso
Assim como tantas Marias do sertão
Nasceu numa casinha de paredes de barro
Sopapada sobre varas finas
Na caatinga espinhenta da
Malhada da Caiçara, no dia oito de março
Dia Internacional da Mulher Maria.
Quis o destino tornar a
Menina pobre, pobre Maria
Em rainha de um império sangrento
Plebeia Maria.
Maria, Maria, forte como o impacto
Das águas da Cachoeira do Sumidouro
Nos barrancos pétreos de Forquilha.
Bonita Maria como a madrugada
Bonita como a natureza
Orvalhando lágrimas no Velho Chico
De Paulo Afonso, Viche Maria!
Súdita Maria de um
Rei cego de mira certeira
Que encontrou a morte na paixão
A hostil Morte-Maria cuspindo
Balas e bordando a madrugada em
Tom vermelho e pranto
Nas pedras de um angico de sombras
A pronunciar Ave Maria, cheia de graça!
A hora chegou pra Maria!
Maria degolada na madrugada fria
De 28 de julho de 1938
Nesse mesmo dia, vinte anos depois
Deu-se a Emancipação de Paulo Afonso
Paulo Afonso de Maria.
Maria do Cangaço
Maria da Cachoeira
Maria da Terra da Energia
Maria de Déia
Maria do Capitão
Maria mãe de Expedita
Maria Santinha
Maria de Zé de Neném
Maria da Tapera de Paulo Afonso
Maria de Lampião
Maria Gomes de Oliveira
Maria, bonita Maria
Maria, bonita como canta a água
Maria Bonita
Maria do sertão de Lampião!

Atividades Pedagógicas:
1- O texto faz uma referência à Maria Bonita, companheira do temível cangaceiro Lampião. O cangaço foi um fato histórico ocorrido no sertão Nordestino. Nessa época, Paulo Afonso não era ainda uma cidade e o que hoje são os seus povoados pertenciam à cidade de Santo Antônio da Glória. Maria Bonita nasceu na Malhada da Caiçara, hoje, povoado do emancipado município de Paulo Afonso. Comentar sobre o tema: Cangaço, movimento de heroísmo ou banditismo?
2- Há uma intertextualidade no poema com a letra da música de Luiz Gonzaga, cujo título é Maria Cangaceira. Pesquisar a letra da música e fazer comentários sobre ambos os textos.


RIO SÃO FRANCISCO
(Edson Barreto)
Lá nas Minas Gerais, a Serra da Canastra
Faz brotar tênue gota d’água cristalina
A percorrer o solo formando vales profundos
E num mavioso assombro o rio se descortina.
E num mavioso assombro o rio se descortina
Vigiando pelo voo da garça errante
Adentra o tórrido sertão do Nordeste
Apresentando-se perene num sol torturante.
Apresentando-se perene num sol torturante
As águas espadanam-se na ribanceira
Lapidando a beleza de Paulo Afonso
Na dança mística e insana da Cachoeira.
Na dança mística e insana da Cachoeira
O homem arma-se com grilhões da engenharia
Faz o rio contorcer-se e mudar o destino
Levando aos lares do Nordeste a energia.
Levando aos lares do Nordeste a energia
Onde se erguem hidrelétricas colossais:
Paulo Afonso, Três Marias, Xingó, Itaparica
Gigantes de concretos e cimentos fenomenais.
Gigantes de concretos e cimentos fenomenais
Nas vertentes d’água do Velho Chico erigidos
Deixando rastros de esperanças para o brasileiro
Que veste o futuro com certeza e brio aguerridos.
Que veste o futuro com certeza e brio aguerridos
Mergulhados em águas de lendas e cantos
CHESF, balsas, gaiolas, pontes, carrancas
Cenário: o homem, a natureza, os encantos.
Cenário: o homem, a natureza, os encantos
Entranhando canyons, caatingas, o agreste
Tornando fértil a terra d’antes árida
Rio São Francisco, Opará, orgulho do Nordeste!
Rio São Francisco, Opará, orgulho do Nordeste!
Deságuas no atlântico em êxtase total
Fecundas a natureza de belezas mil
Desfraldas a pátria num pedestal
Rio São Francisco, orgulho do Brasil!
Atividades Pedagógicas:

1- Retirar trechos de letras de músicas que citam o Rio São Francisco e fazer um breve histórico sobre esse patrimônio do Brasil que deságua no Oceano Atlântico.
2- Rio São Francisco, Opará, Velho Chico. Qual a origem desses nomes? Qual a relação que há entre a carranca, os pescadores e o rio?


PAULO AFONSO, CIDADE LUZ DO SERTÃO
(Edson Barreto)
Cidade sol, cidade água, cidade vida, cidade luz.
Início do Século XVII, Garcia D’ávila
Desbrava o Rio São Francisco e chega
Numa terra de encantos e cantos.
Em 1725, Paulo de Viveiros Afonso
Recebeu uma sesmaria que abrangia
As terras da Cachoeira conhecida
Pelo nome de Sumidouro.
O iluminado Delmiro Gouveia, em 1913
Iluminou sua indústria têxtil
Com a Usina de Angiquinho
A primeira do Nordeste do Brasil.
O presidente Getúlio Vargas assinou decreto
Autorizando o funcionamento da
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, 1948.
De um parto imorredouro, em 1958, a mãe Glória
Dá à luz, nasce o município de Paulo Afonso
De autoria paterna de Abel Barbosa.
Oásis do Sertão, Redenção do Nordeste
Capital da Energia, Cidade Luz do Sertão
Paulo Afonso do Raso da Catarina
Terra de mulheres bonitas, mulheres rendeiras
Que ousaram sua época e puseram as
Vestes do cangaço, desafiando as volantes e o governo
Acorda, Maria Bonita de Lampião
Oche, Lídia de Zé Baiano, eita, Otília dos Poços
Lili do Juá... O dia já tá raiando e a
Polícia já tá de pé. Hora de fazer o café e partir.
Velho Chico das águas tantas
Que tontas formam cachoeiras
Ecoando na imensidão de canyons e grotões.
Paulo Afonso, cidade do futuro
De São Francisco de Assis, da Praça das Mangueiras
Do touro que desafia a sucuri, da mulher
Que adestra o cavalo, do marteleteiro da Praça do Trabalhador.
Paulo Afonso da Bahia e do Brasil,
Terra em que Castro Alves empunha a lira
Na Terra do Condor, condoreirismo romântico
Na vigília da Cachoeira de tantos versos
A gritar que esta terra, Paulo Afonso, é
A cidade luz do sertão, do Brasil e do mundo.

Atividades Pedagógicas:
1- A partir das datas exploradas pelo texto, fazer uma cronologia e descrever os fatos citados enriquecendo os detalhes históricos e geográficos.
2- “Terra em que Castro Alves empunha a lira na terra do condor”, fala o texto. Quem foi o poeta baiano Castro Alves e o que ele escreveu sobre a Cachoeira de Paulo Afonso (citar alguns trechos do poema em que o Poeta dos Escravos faz referência ao Rio São Francisco e às suas quedas d’águas).


EVOCAÇÃO A PAULO AFONSO
(Edson Barreto)
Paulo Afonso...
Havia um muro de pedra que separava
O Acampamento CHESF da Vila Poty
Ainda bem que foi demolido.
Um esgoto a céu aberto
Serpenteando dentro de uma
Valeta de cimento
Atravessava a cidade.
Paulo Afonso... Saudades...
A feira na Rua da Frente
O caminhão de Zé Poção
Passava lentamente pelas ruas da cidade
E hoje atravessa as lentas lembranças
Do meu coração.
A Casa Pesqueira, o Abrigo, a Cadeia de Pedra
O Chafariz, o Creia, as Guaritas...
Cassacos passando apressados
Para construírem o futuro em
Forma de usinas de energia elétrica
De um sonho que já se concretizou.
Mané da Perna Torada e Fedegoso já
Não transitam pelas ruas descalças e
Não ouço as programações da Mira Mar
Que vinham pelos alto-falantes.
Padre Mário e Padre Lourenço
Chefe Abel, o Educandário Brasil
Prefeitos nomeados, a população
Não os elegia, éramos uma
Área de Segurança Nacional.
Os meninos jogavam futebol no meio da rua
E ainda gazeavam aula para praticá-lo.
As meninas brincavam de pular corda
Cantigas de roda e passa o anel.
Roda Viva, Royal Drinks, Embalo Jovem
Coliseu Show, Escola Parque, IMEAPS
CIEPA, COLEPA, Escola do Guri
Desfiles Cívicos garbosos na avenida.
Paulo Afonso... Saudades...
Mulungu, Tapera, Vila CETENCO
Baixa Funda, Dínamo, Tiãozinho
Onde estão os Pivôs (guardas da CHESF)
E as viaturas de polícia de cor azul que
Eram chamadas de Carros da Maguary?
O passado soterrou tudo e o futuro trouxe
Bastantes saudades da querida e adormecida
Paulo Afonso de outrora.
Atividades Pedagógicas:

1- Escolher uma passagem do texto em que descreve Paulo Afonso de outrora e comparar com a cidade de hoje.
2- O texto se refere a um muro de pedra que separava o acampamento CHESF e a Vila Poty. Faça uma entrevista com os moradores mais antigos, para saber a razão de esse muro separar pessoas.

PAULO AFONSO SÓ
(Edson Barreto)
Paulo Afonso em uma nota só
Seria música.
Sertão, carro-de-boi, carne seca, sol.
Paulo Afonso em um só verso
Seria poema.
Glória, Santo Antônio, São Francisco, carranca.
Quanta estrada, quanta poeira, quanta água
Despencando da ribanceira.
Canyon, cachoeira, canoa, reza.
Uma cobra gigante serpenteia a cidade
Com um nome de santo, São Francisco
Da integração nacional, o rio.
Velho Chico, Cidade Luz, Capital da Energia, magia.
Paulo Afonso em um pingo de água só
Seria oceano.
Raso da Catarina, Belvedere, umbu, caatinga.
Paulo Afonso escrito em uma linha só
Seria enciclopédia.
Cassaco, muro de pedra, casebre, Poty.
A história é a mestra da vida
E fez pouso de boiadas no sol que
Abrasa, seca e tonifica o sertanejo
De fibra, da fibra da coragem de luz.
Picareta, pá, dinamite, pedras.
Se somos todos pauloafonsinos
Somos tantos severinos bebendo a bebida
Da Redenção do Nordeste, energia, Bahia.
Pinga, farinha, surubim, pirão, coroa-de-frade.
Paulo Afonso numa palavra só
Seria idioma
De muitos dialetos que se confundem
Na riqueza vocabular de nossa gente.
Assustado, abancar, casa de recurso, beroso
Oxente, licencia, vá puntá, armoço, arvoroço
Distrinchar, joiado, ponche, gabiru
Vá lá acolá, agora vá pra dar uma dor.
Paulo Afonso de Paula, de Afonso, de Alonso
Casa Pesqueira, Pinguim, Suprave, Bom Preço.
Paulo Afonso de um canto só: Tapera.
Paulo Afonso de um aboio só: Sertão.
Paulo Afonso de uma mãe só: Glória.
Paulo Afonso de um pai só: Deus.

Atividades Pedagógicas:
1- Destacar aspectos culturais (comidas e bebidas), geográficos, históricos e da linguagem, do município de Paulo Afonso, presentes no texto.
2- Interpretar os versos: “Somos tantos severinos bebendo a bebida/ Da Redenção do Nordeste, energia, Bahia”. Qual o significado da palavra severinos? A que se refere o termo energia?


CANÇÃO DE UM EXÍLIO
(Edson Barreto)
Minha Canção do Exílio
Que fiz cá
Distante de Paulo Afonso
Coração da Bahia, lá.
Lá eu tenho tudo
Que não encontro cá.
Cá, não vejo a poesia
Que tenho lá.
Paulo Afonso, Nordeste, lá
Cá, destino incerto a navegar.
Sabiá ficou lá
Natureza, primor, beleza.
Minha saudade está cá
Mas mora lá.
Cá, eu ouço a cachoeira
E vejo as catingueiras
Em cismar à noite
Somente quando fecho os olhos
Quero vê-las, lá, de olhos abertos.
O céu de mais estrelas é de lá
A palmeira, o prazer também.
Primores, todas as terras têm
Gorjeios, todos os campos têm
Acontece que amor, infindo amor
Só lá, em Paulo Afonso, é que há!

1- Exílio significa expulsão da pátria em que a pessoa nasceu. O texto não fala em expulsão da pátria, portanto, o que seria esse exílio?
2- A famosa Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, já inspirou diversos poetas a descreverem suas terras e falarem sobre suas saudades. Solicitar que o aluno homenageie em palavras o amor e a saudade que sente pela terra em que nasceu, produzindo um texto em versos.


CACHOEIRA DE PAULO AFONSO: TEUS VÉUS...
(Edson Barreto)
Teus véus... Formam-se no ar
Num espetáculo mirabolante
Vestindo de noiva a natureza
Num cenário de rara beleza.
Num cenário de rara beleza
Salta a água no precipício
Eis o fenômeno: a Cachoeira
Apagando do Nordeste a poeira.
Apagando do Nordeste a poeira
Duas forças digladiam-se:
O homem vertendo a tecnologia
E a natureza que gera energia.
E a natureza que gera energia
No Velho Chico de lendas e carrancas
Onde Castro Alves e seus versos ternos
Ecoam, na fúria da Cachoeira, eternos.
Ecoam, na fúria da Cachoeira, eternos
Atando grilhões de liberdade
Paulo Afonso é sonho que se concretiza
Com homem, máquina, trabalho se realiza.
Com homem, máquina, trabalho se realiza
Tal qual o combate: Touro e Sucuri
Num canyon/furna pisado por Lampião
Do Nordeste Paulo Afonso é a redenção.
Do Nordeste Paulo Afonso é a redenção
Com sua Cachoeira colossal
Espelhada pela imensidão dos céus
Formam-se no ar... Teus véus...

1- Por que, segundo o autor, a Cachoeira de Paulo Afonso apaga a poeira do Nordeste (segunda estrofe) e o que é o véu da Cachoeira?
2- O texto fala de um combate entre o touro e a sucuri (penúltima estrofe). Castro Alves cita esse mesmo combate entre a larga sucuruiúba do infinito e o negro touro de granito. Qual o significado desse combate demonstrado nessas metáforas.


TROCADILHOS PAULOAFONSINOS
(Edson Barreto)
Paulo Afonso, terra de histórias, fonte de energia.
Fonte de histórias, terra de energia, Paulo Afonso.
Paulo Afonso de histórias, terra, fonte de energia.
Terra, fonte, histórias de energia, Paulo Afonso.
Paulo Afonso de energia, luz, futuro de glória.
Futuro de luz, Paulo Afonso de glória, luz, energia.
Paulo Afonso, futuro de energia, luz de glória.
Glória de Paulo Afonso, energia de futuro, luz.
Paulo Afonso, colosso da Bahia, monumento do Brasil.
Paulo Afonso da Bahia, colosso do Brasil, monumento.
Paulo Afonso do Brasil, da Bahia, colosso, monumento.
Paulo Afonso monumento, colosso, da Bahia, do Brasil.
Paulo Afonso da cachoeira, Redenção do Nordeste, orgulho.
Cachoeira de orgulho, Paulo Afonso do Nordeste, redenção.
Paulo Afonso da cachoeira de orgulho, do Nordeste, redenção.
Orgulho de Paulo Afonso, cachoeira da Redenção do Nordeste.
Paulo Afonso de todos os filhos, filhos todos de Paulo Afonso...

1- Após a leitura do texto, interpretar o último verso e mostrar a sua correlação com todo o poema: “Paulo Afonso de todos os filhos, filhos todos de Paulo Afonso...”
2- Promover um concurso de frases (máximo de 10 palavras) em que deverá aparecer o nome da cidade de Paulo Afonso. Explorar as belezas naturais, fatos históricos, cultura etc.

Leitura, a chave do mundo. PARADA POÉTICA NA SEDUC


Projeto Leitura, a chave do mundo- Rede Municipal de Ensino

ETAPA DE POEMAS E POESIAS -

  
PARADA POÉTICA NA SEDUC
PREFEITURA MUNICIPAL DE PAULO AFONSO – SECRETARIA DE EDUCAÇÃO


          ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR JOÃO BOSCO RIBEIRO

TÍTULO: A ÁGUA
ALUNO: GUSTAVO TROY OLIVEIRA DA SILVA
SÉRIE: 5º ANO A
PROFESSORA: MARIVALDA SANTANA SILVA DE SOUZA

Ela é pura, cristalina, sem cheiro e cor,
Feita para mim e para você com amor.

Ela está nas torneiras e também no mar,
Com ela podemos brincar pular e nos lavar,
Nunca esquecer é claro de economizar.

Podemos sim tomar banho para nos refrescar,
Com muita consciência, pois um dia ela pode acabar.


TÍTULO: TERRA LUZ, MINHA TERRA!
ALUNA: LETÍCIA DA SILVA BARBOSA
SÉRIE: 5º ANO A
PROFESSORA: MARIVALDA SANTANA SILVA DE SOUZA

Minha Terra tem belezas
Que em outro lugar não vi
Povo amigo, sorridente, acolhedor...
Lugar lindo de esplendor!

Quem por aqui passa não esquece,
Leva consigo muito amor,
Minha terra encantadora
Minha terra tem valor!

O tempo passa e vou crescendo...
Guardo em mim cada momento
Não quero nunca esquecer-te!
Terra luz, terra amada!
Que sempre será lembrada.

MINHA MÃE MINHA VIDA
Mãe é uma palavra tão pequena
Mas de inúmeros significados.
Mãe quer dizer amor, amizade, compaixão,
Compreensão, cumplicidade.
Aqueles abracinhos, cheios de beijinhos,
Até nas broncas, palavras de carinho,
Me tratando com jeitinho.
O jeitinho que só ela tem única
Que só me faz o bem,
Como ela não há ninguém!

 Poema da aluna: Roberta Mendes de Lima
 8º B : Professora Amparo 
 Escola Municipal Guiomar Pereira


O amor
O amor é uma coisa apaixonante!
Que ninguém consegue explicar!
Quando agente se ama
Nada consegue nos separar.

O amor é a coisa mais bela que existe!
Se agente se ama,
O mundo não resiste.

Nós fomos feito um pro outro.
Então deixa eu te amar!
Não deixe o nosso amor se acabar!
Como é lindo te amar!

A vida e o amor são alucinantes!
Se agente se ama então,
Vamos viver um amor alucinante?    

Poema da aluna: Ricardo
8º B : Professora Amparo
Escola Municipal Guiomar Pereira





AMIGO


UM AMIGO É BOM
UM AMIGO É LEGAL
UM AMIGO É SEMPRE
AMIGO SENSACIONAL.

TENHO VÁRIOS AMIGOS
E TODOS ALEGRES SÃO
MAS TENHO UM AMIGO
QUE É MAIS CHEGADO QUE UM IRMÃO.

É UM AMIGO DIFERENTE
QUE JUNTOS FAZEMOS MUITA DIVERSÃO
É O MEU MELHOR AMIGO
QUE GUARDO NO CORAÇÃO.

MUITO BOM TERMOS AMIGOS
PARA CONOSCO FICAR
NUNCA NOS SEPARARMOS
E PARA SEMPRE JUNTOS ESTAR.

MARCOS VINÍCIUS (7º ANO “A”).
Escola Municipal Vinicius de Moraes

A LUZ DO SOL


DE MANHÃ BEM CEDINHO
ELE VEM RAIANDO
VAI CHEGANDO DE MANSINHO
TUDO ILUMINANDO

O DIA VAI ESQUENTANDO
A VIDA FICA UMA MARAVILHA
AS CRIANÇAS SAEM BRICANDO
PARECE QUE NÃO ACABA O JOELHO.

QUANDO DEPOIS ENTARDECE
FICAMOS SÓ NA VONTADE
MAS NO DIA SEGUINTE AMANHECE
E MATAMOS A SAUDADE.

RAFAEL EFRAIM (7º ANO “A”).

 Escola Municipal Vinicius de Moraes




Cidade Maravilhosa
Ester Bezerra Miguel
Escola Municipal  São Vicente  de Paulo


  - Autora:
Ester Bezerra Miguel


Turma do 7º Ano “A”

Escola: São Vicente de Paulo

Professora: Josenilda Lopes


Cidade maravilhosa
Onde estou a morar
Dela sou orgulhosa
Quem quiser venha comprovar

Tem esporte e tem lazer
Para toda a população
Causando muito prazer
É grande a satisfação

Tem arte e tem cultura
Saúde e educação
Custeados pela prefeitura
Direito do cidadão

Paulo Afonso é minha cidade
Tenho orgulho em falar
A Deus peço capacidade
Para dela bem cuidar

Aqui tem muita riqueza
Transformada e natural
Exaltando a natureza
Nunca vi nada igual

Belas casas e belas praças
Enfeitando a cidade
Agradam as diversas raças
Proporcionando felicidade



                                  O Lugar Onde Vivo

  
- Autora:
Cássia da Silva
  
Turma do 7º Ano “A”

Escola: São Vicente de Paulo

Professora: Josenilda Lopes


 No passado...

Era Tapera
Era subdesenvolvida
Era diferente

Pouca casa
Pouca coisa
Pouca gente

Muito verde
Muito ar puro
Muito recurso natural

No presente...
 É Centenário
É desenvolvido
É diferente

Muita casa
Muita coisa
Muita gente

Menos verde
Menos ar puro
Menos paisagem natural

PARADA POÉTICA NA SEDUC

Escola Municipal Rivadalva de Carvalho


SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
SEVERINO ALVES

POETA, ESCRITOR, HISTORIADOR E PROFESSOR
EDSON BARRETO DOS ANJOS 





 Participação especial poeta Davi 
Creche Menino Jesus






OFICINAS DE ´POESIAS E POEMAS NAS ESCOLAS





 Professora Graça - Vice diretora - Escola São Vicente de Paulo
Alunas Ester e Cassia